Onde está a amizade feminina?

Um post comprido, mas que é um “prontofalei” muito realístico.

Ultimamente estou confirmando o que há alguns anos eu já desconfiava sobre o universo feminino. Não falarei sobre moda, nem maquiagem, e nem de como as mulheres podem conquistar (de novo?) seus direitos. Esses são assuntos para outros posts… O que vou falar é sobre a convivência entre a maioria (ou seja, não todas) as mulheres.

A amizade entre mulheres é difícil. Não vou dizer que não tenho amigas. E essas amigas, que eu digo, não é daquelas que idealizamos contar em todos os momentos, inclusive ligar a qualquer hora - mesmo quando você quer ter privacidade com o seu namorado, e isso eu não quero. O que quero dizer é que é difícil uma mulher manter uma amizade legal, sem defeitos que prejudiquem a confiança que toda amizade deve ter, com outra mulher mesmo com vidas diferentes, cabeças diferentes, com toda sinceridade do mundo e sem frescuras.

Não é como a maioria (ou seja, não todos) os homens, que costumam manter amizades de infância, sem ser abalada pela distância, mudanças, namoro, casamento… etc. Por que isso? Vou tentar entender e fazer você pensar através de alguns tópicos abaixo.

O que pode-se encontrar na amizade - ou na falta dela - entre (a maioria) as mulheres, e na amizade entre (a maioria) os homens não:

- Inveja. Não existe inveja entre os homens que chega a prejudicar uma amizade… Diferente com as mulheres, que é só ganhar um cargo elevado, ou conseguirem algo muito bom, por exemplo, que as pseudo-amigas já ficam com inveja. E digo mais: é incurável.

Já vi acontecendo isso diversas vezes: uma conta toda feliz que conseguiu algo e a outra torcer o nariz falando “que legal” ou apenas ficar em silêncio.
Algumas pessoas já me perguntaram: “Ué, você não sente inveja também?”. Pois eu digo que não! O que eu posso sentir é admiração. Fico feliz pela pessoa ter conseguido aquilo e desejo algo bom daquele jeito pra mim também - sem ter que passar a perna nela.

- Vaidade. É algo que quase toda mulher têm, inclusive eu. Mas quando é excessiva incomoda, acredite. Vou citar algo muito comum neste tópico: disputa em ser mais bonita. E às vezes pode até ser inveja.

Se uma tá pesando 60 quilos, a outra tem que pesar 55 quilos - mesmo se ficar desproporcional. Se uma vai a tal lugar com uma blusinha decotada, a outra vai com blusinha decotada e uma saia curtíssima. Se uma compra um vestido lindo, a outra tem que comprar um vestido espetacular. E esta última situação se encaixa no que aconteceu esses dias… Tive que ouvir: “vou com um vestido que vai me destacar entre as outras no salão! Minha mãe que vá com vestido que nem o seu” - algo do tipo. Sendo que “entre as outras” me incluía também.

- Frescura. É algo que não suporto e não achei palavra melhor que encaixasse no que definirei. Frescura é quando você quer falar um palavrão de tão feliz ou de tão put* da vida que você ficou, mas quando fala é taxada de “menino”. Quando você tá afim de falar sobre sexo, as coisas mais pervertidas, e ouve um “credo”, ou não ouve nada e percebe que a outra pensou (ou vai contar para alguém) “que vadia”. Se soltar um pum então… Vixi! É o fim do mundo pra frescurenta! E nem ouse quebrar a unha dela, hein?

- Falsidade. “Amiga”, “querida”, e adjetivos afins se encaixam nisso quando você mal conhece a bendita - tome cuidado. Na maioria das vezes o que ela quer dizer é “me conte tudo sobre você que vou me aproveitar de alguma forma pra tirar proveito de alguma situação”. E quando a pessoa é falsa, dificilmente tem cura… Então, quando encontrar, corra!

Essa é aquela que você se desabafa num momento desesperado, ela te ouve e pode até aconselhar. Mas em breve descobre que meio mundo tá sabendo - e com a história totalmente distorcida para beneficiar ela. Aconteceu comigo inúmeras vezes. Ou quando a pessoa te distribui sorrisos, e na verdade te odeia.

- Falta de personalidade. Ou conhecido também como “puxa-saco”, ou no caso, “puxa-xana” (trocadilho que se a amiga “frescura” entender, vai me achar um ‘menino’). Isso normalmente acontece quando é um grupo de ‘amigas’. É claro que num grupo de amigas da onça sempre há uma líder, aquela que a maioria do grupo admira e a que sempre pisa na sua cabeça pra se sair bem. Ou seja, as outras maria-vai-com-a-outra também vai pisar!

Se você faz parte desse grupo e não é puxa-saco da líder, cuidado. Não ouse conflitar com ela, mesmo tendo razão, senão vai receber pisada de todas - mesmo aquelas que em vários momentos disseram ser suas amigas e que te entendiam perfeitamente. Experiência própria.

Esses são os principais motivos que as mulheres conflitam sem parar - até entre as amigas “inveja”, “vaidade”, “frescura”, “falsidade”, e “falta de personalidade”. São amizades que não são duradouras e, se não se torna o contrário do que realmente é, tende a ser acabada pelo o que foi definido.
Agora, me perguntam porque sou mulher e estou falando mal [da maioria] das mulheres. Argumento: por acaso você vê com freqüência na amizade entre homens as características que citei, com tanta freqüência quanto vê acontecer com mulheres?

Ao pensar assim penso como é bom ter poucas, e ótimas, amigas. Sem inveja, vaidade, frescura……. Existe, ainda bem!

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Besteira da década

Claro que há outras besteiras da década, mas agora tomo um foco recente: a “reforma ortográfica”.

“Inconsequente”

Quando penso em reforma penso que algo se transforma para melhor. Até agora não consegui enxergar isso nessa mudança. Veja no intertítulo deste post, que palavra mais estranha! (Veja aqui o que mudou na ortografia brasileira)

Com base nessa “reforma”, construí uma frase pra ver como são estranhas as mudanças que não gostei: “Para tudo, eles deveriam ver as consequencias dessa reforma no aprendizado das crianças brasileiras, nos livros, nas pessoas que já aprenderam assim… Estava tudo tão tranquilo. Será que tiveram ideia? Sim, sou ‘antirreforma’ ortográfica”.

Aliás, estou de luto pelo trema. Desde criança adorava ele e pensava: “Que ’simbolinho’ legal, ele muda o modo da gente falar!”. Sabe porque? Porque facilitava no aprendizado, tanto na fala quanto na escrita. Adeus, meu amigo ¨… (veja os olhinhos dele, que tristes)

Estou de luto também pelo “pára”, que eu tanto adorava. Lembro-me do meu professor contando piadas para nos ensinar a diferença entre a palavra com e sem acento.
“Se um menino avançar em vocês, meninas, e quiserem que ele pare… Digam ‘pára’ com acento! Porque o ‘para’ sem acento dá sentido de continuidade. Logo, ele vai continuar! A não ser que vocês queiram…”. D

No entanto, adorei e demorou para serem inseridas as letras K, W e Y no alfabeto. Foi a única coisa que apoiei.

Agora, tornar parecido o português de oito países, assim como o do Brasil e de Portugal, até pode parecer legal pela interação maior da língua em tais países… Mas convenhamos que tira qualquer singularidade que havia antes por causa de tais diferenças.

Sei lá, posso parecer antiquada, mas até gostaria que me dissessem quais pontos positivos há no que não gostei. E nunca fui de criticar o Lula, mas até ouso a dizer que pra ele isso tudo não faz diferença, afinal, ele estudou para saber?

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